VIZINHOS
MOVIMENTO DE VIZINHOS DO CENTRO DE LISBOA


quarta-feira, setembro 21, 2005  

Segundo o site da Carris não há qualquer alteração no horário do 28 (ver aqui). Nem me tinha dado conta que acabava tão cedo, 11 da noite. As carreiras são poucas, é verdade, mas isso é ao menos. Segundo reza o horário, as carreiras são mais ou menos de 11 em 11 minutos. Só que, como qualquer pessoa que use (ou tente usar) o eléctrico sabe, isso é uma ficção, por causa dos carros mal estacionados. E nem vale a pena pensar em aumentar a frequência, se com a que há é o que é.

Quanto à questão de o 28 ser transformado em carreira turística, não percebi se dizes isso por causa dos horários ou se é mais alguma coisa. É que de facto a Carris tem manifestado várias vezes essa intenção ao longo dos anos, de acabar com o 28 como transporte público. De resto nós já falámos sobre isso aqui, e por acaso fui eu que levantei a questão e sugeri que fizéssemos qualquer coisa. Só que entretanto, pelo que tenho percebido, a questão já não se põe, para já pelo menos. Nem acredito que se venha a pôr nos próximos anos, seja quem for que ganhe as eleições.

Portanto, o problema n.º 1 é o estacionamento. É ridículo que os eléctricos não passem por causa dos carros, e ainda mais ridículo que ninguém se manifeste publicamente por causa disso. Só encontro uma explicação: o serviço degradou-se tanto que praticamente ninguém o usa excepto os tais turistas e a população idosa de Alfama, de São Bento e da Estrela. Enfim, é muito muito irritante, nada mais irritante que uma pessoa irritar-se sozinha, ou quase. A mim o 28 dá-me um jeitão (ou daria, se funcionasse), é a única maneira de ir de onde moro para a Estrela e para a Graça, acho muito prático. Se eu quiser ir a um destes sítios a partir do Bairro Alto tenho que ir à Baixa apanhar o 9 e dar aquela volta enorme, ou ir até ao Cais do Sodré e dar outra volta enorme.

Nem sei qual é o problema n.º 2. Sem resolver o n.º 1 nem vale a pena pensar no n.º 2 e nos seguintes.
Eu já acompanho esta história há uns anos, e sei que a Carris já tentou resolver o assunto, só que nunca encontrou resposta na CML, apesar de a CML ser quem de facto manda na Carris, juntamente com o governo. O desinteresse atinge quase toda a gente mesmo, aquilo é uma coisa que leva meia dúzia de velhinhos e mais uns turistas. Suponho que a Carris já desesperou de resolver o problema do estacionamento, já tentou acabar com aquilo por causa do prejuízo que dá mas não devem deixar, e agora deve estar no que se lixe.

Por um lado se calhar era bom que anunciassem de repente que iam acabar com o 28, deve ser a única maneira das pessoas acordarem. Se calhar de repente tinham saudades do eléctrico, começavam a protestar por causa do património ambulante que aquilo é, desatava toda a gente a andar outra vez, depois começavam-se a irritar quando descobrissem que às vezes se espera uma hora em vez de 11 minutos e aí talvez se manifestassem, quem sabe.

Outra ideia, e aqui fica a sugestão para o caso de algum dirigente da Carris ler isto, é aumentar a frequência das carreiras para 3 minutos, o que nem seria exagerado. Deste modo, formar-se-ia, pelo menos uma ou duas vezes por dia, uma fila contínua de eléctricos desde Campo de Ourique até ao Martim Moniz, provocando gigantescos engarrafamentos que iriam, quem sabe, alastrar a toda a cidade, o que talvez fosse ainda mais eficaz que a ameaça de encerramento.

Resumindo: acho muito bem que se faça uma acção qualquer bastante mediática, sobretudo agora em período eleitoral. E essa acção tem de ter argumentos 'técnicos' qb, e ser dirigida à CML e não à Carris. Primeiro, porque compete à CML assegurar a circulação dos transportes públicos, e é inadmissível que não o faça. Segundo, porque a Carris tem falado do assunto pelo menos nos últimos 10 ou 15 anos, e a CML não liga nenhuma. Terceiro, porque a CML está representada na administração da Carris e deveria portanto defender os interesses da Carris tomando medidas para que os veículos da Carris circulem à vontade, visto que os prejuízos são tanto maiores quanto menos eles circularem, o que torna a inacção da CML, sei lá... falta-me o termo. Quarto (se calhar devia ser o primeiro), a CML existe para defender os interesses das pessoas que moram em Lisboa, mesmo que sejam velhinhos de Alfama.

Pedro (oceusobrelisboa arroba gmail ponto com)

posted by Anónimo | 01:07


segunda-feira, setembro 19, 2005  

Olá vizinhos,
O horario de verão do electrico está quase a acabar, e como já não haverá tantos turistas, a frequencia passará a ser a que ja conhecemos, um desastre.
Não sei o que já se falou em relação a este assunto (sou nova na vizinhança) mas gostava propor uma acção.
A ideia é elaborar um abaixo assinado contra a que o electrico seja convertido num transporte exclusivamente turistico. Pedir que o 28 volte a ter horario até a 1:00 como sempre foi ou então uma alternativa nocturna para os nossos barrios, que as frequencias do verão se mantenham no inverno,...
As pessoas que estejam interessadas teriam então que reunir-se para elaborar o texto e organizar a recolha de assinaturas.
O que proponho é uma acção "performativa" para a recolha de assinaturas para além das vias normais. A ideia seria mascarar-nos de "lisboetas tipicos", fadistas e peixeiras por exemplo e durante um mês, por-nos um dia por semana num lugar visivel a frente do electrico com cartazes e essas coisas. Finalmente iriamos entregar à Carris as assinaturas mascarados, convidando meios de comunicação,.... Somos muito tipicos, mas também moramos aqui, também trabalhamos, também precissamos de transportes públicos e outros serviços, não estamos só para mostrar a nossa roupa pendurada aos turistas.
Gostava propor já um dia e uma hora para uma reunião, mas não sei como se costuma fazer, nem que dia ou horas é mais conveniente.
Também não sei se as pessoas todas concordam con esta ideia e há quem queira participar.

posted by Laura Bañuelos | 19:11
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