| VIZINHOS MOVIMENTO DE VIZINHOS DO CENTRO DE LISBOA |
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sábado, janeiro 31, 2004 Para quem possa ter sido atingido pela mesma situação, aqui fica o email que acabo de enviar para a CML (geral@cm-lisboa.pt) e Junta de Freguesia de Santa Catarina (jfsc@mail.telepac.pt)sobre as trincheiras da minha rua: Ex.mos Srs. Resido na Rua ... ... (freguesia de Santa Catarina). Nas últimas duas semanas o passeio junto à minha porta (e ao longo de toda a rua) foi sujeito a duas intervenções por parte de empresas distintas. Por DUAS vezes em DUAS semanas o pavimento foi arrancado, escavado e reposto, com as dificuldades que daí naturalmente decorrem para os moradores. No prédio em que resido há uma idosa com dificuldade em movimentar-se e duas famílias com bebés (entre as quais está a minha). Nos restantes as situações não são muito diversas. Ora durante a maior parte dos dias das últimas duas semanas as entradas e saídas fizeram-se através de trincheiras, tábuas em equilíbrio duvidoso, montes de terra e lama, etc. Como é possível que as intervenções deste género não sejam calendarizadas de modo a não se chegar a este extremo de ridículo que é uma empresa estar num extremo da rua a acabar de recolocar o pavimento e outra estar no outro a levantá-lo de novo? Qual é a entidade responsável por autorizar as empresas a realizar uma obra num determinado arruamento? Ou será que não é necessário qualquer tipo de licença? Agradeço qualquer esclarecimento que possam prestar-me. Com os melhores cumprimentos, Rosa Pomar posted by Unknown | 13:40 quinta-feira, janeiro 29, 2004 Mais um post do PCG sobre reabilitação dos bairros históricos. Mais uma vez, de leitura obrigatória para quem se interessa por estas coisas. Pedro O. posted by Anónimo | 13:27 sábado, janeiro 24, 2004 Vi agora que me tinha engando nos links deste post. Está corrigido. Entretanto, o PCG escreveu mais dois posts que sintetizam, mais uma vez muito bem, os problemas das políticas municipais para os bairros históricos. Estão aqui e aqui. Pedro O. posted by Anónimo | 17:48 terça-feira, janeiro 20, 2004 entretanto o Rodolfo (um amigo arquitecto português a lutar pela vida em NY) enviou este link sobre o Siza e os silos automóveis em Lisboa. posted by Manuel | 12:30 SOCOOOOORRRO!!! ESTÃO A INSTALAR UMA CASA-DE-BANHO EM PLENO LARGO DE SÃO DOMINGOS!!! Sim, não é uma piada, é a dura realidade desta cidade. O que está mal continua mal e o que está bem, toca a estragar! Já não chegam os altifalantes que nos enlouquecem (trabalho na R. Garrett), as floristas do Rossio serem agora de aço inoxidável, em detrimento do trabalho de desenho da praça e do equipamento que foi feito há poucos anos. Ainda nos faltava uma casa-de-banho de plástico cheinha de maravilhosos logotipos da CML no meio do Largo de São Domingos! Provavelmente deve ser um requesito para se poder candidatar a Património da Humanidade! O NOSSO QUERIDO SANTANA SÓ ESTÁ BEM A ESTRAGAR! PORQUÊ??? nota: passava das 22h e ainda se ouvia MUITO BEM o martelo pneumático! posted by Manuel | 12:07 sexta-feira, janeiro 09, 2004 Encontrei aqui e aqui dois textos com os quais concordo plenamente e que têm a ver com estas coisas que temos vindo a falar. Pedro O posted by Anónimo | 20:07 quinta-feira, janeiro 08, 2004 Ora bem, Gonçalo, a questão é mesmo essa - não há (nunca houve, acho eu) uma ideia clara sobre o que fazer com os bairros históricos de Lisboa, e como não se faz nada as coisas seguem o rumo 'natural' das leis de mercado com as condicionantes portuguesas (rendas obsoletas). Numa perpectiva pessimista, o exemplo que está a acontecer no Bairro Alto com o condomínio onde era o Convento dos Inglesinhos poderá vir a proliferar, e então daqui a uns tempos isto vamos ter por aqui uma mistura de prédios degradados com condomínios de luxo e hotéis de charme. A única alternativa a isto, acho eu, é um programa de recuperação tipo Recria mas com actualização das rendas, e o resto é demagogia. E também a revisão, imprescindível, da iníqua lei das rendas comerciais - sem isso vamos continuar a ter as tais leitarias muito giras, decadentes e vazias, que depois serão destruídas e substituídas por uns cafés com móveis pré-fabricados. Da primeira vez que fui a Espanha, já há bastante tempo, uma das coisas que me espantou foi ver tascas com jovens atrás do balcão a ouvir a música deles e tal. Cá isso continua a não acontecer porque para abrir qualquer loja é preciso pagar um balúrdio de trespasse, e quem as tem vai-se deixando estar até passá-las e com o dinheiro construir uma casita na terra. Para mim, a lei das rendas é a principal causa da degradação das cidades - se alguém tem uma ideia melhor diga. O pior é que a questão é tabu para a esquerda e a direita também não tem coragem para tocar no assunto. Pergunto a mim próprio a quem interessa este estado de coisas. Talvez às imobiliárias, que vão enriquecendo à custa das pessoas que fogem de Lisboa, às pessoas que pagam rendas antigas - algumas das quais se calhar estão no governo, neste e em todos os anteriores -, aos donos dos centros comerciais e à banca, que nos empresta dinheiro para comprarmos umas casitas mais caras do que muitas outras cidades da Europa. A revisão da lei das rendas era uma prioridade deste governo e já deixou de ser, e não vejo outra explicação a não ser que isso satisfaz os interesses de que falei e eventualmente para evitar um confronto com os partidos de esquerda (e as associações de proprietários não têm poder para se impor, debilitadas por décadas de penúria). Alguém tem outra ideia melhor? Pedro O posted by Anónimo | 17:56 segunda-feira, janeiro 05, 2004 Essa observação é fantástica, Cristina. Sinto o mesmo, mas também percebo o ponto de vista do Gonçalo. O problema está em como evitar que as coisas se degradem - porque lá que se degradam, é verdade, e às vezes o nosso afecto por elas cega-nos. Pedro O posted by Anónimo | 00:53 |
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