| VIZINHOS MOVIMENTO DE VIZINHOS DO CENTRO DE LISBOA |
|
segunda-feira, novembro 17, 2003 Já sei pôr imagens. Aqui vão as maquetes do parque das Portas do Sol.
posted by Anónimo | 21:05 Não sabia que esta coisa não dá para pôr imagens. Podem ver as fotos das maquetes aqui (desculpem o mau aspecto mas é a 1ª vez que ponho uma coisa online): http://meteorologia.planetaclix.pt posted by Anónimo | 00:40 domingo, novembro 16, 2003 Muito obrigado pela resposta. Pelo que percebo, vai ser feito em cima daquele campo de jogos que há por baixo das Portas do Sol, é isso? O campo continua a existir só que ao nível do actual largo? Não estou bem a ver é o impacto visual da coisa. Ao contrário de outros membros do blog, não sou contra os silos e/ou parques nas zonas históricas da cidade, e penso que é utópica a ideia de não se construirem mais em Lisboa. Chateia-me é a falta de debate sobre estas coisas - cheira-me que, como qualquer intervenção nas ditas zonas desperta sempre imensas reacções emocionalmente conservadoras, a CML opta por não dizer nada. Pensando bem, a CML diz sempre muito pouco do pouco que está a fazer e/ou a pensar fazer - é uma longa tradição (indecente, acho) que existe desde que me lembro (do Abecasis para cá pelo menos). Pedro Ornelas ----- Original Message ----- From: Carlos Sant'Ana To: pedroolx@clix.pt Sent: Friday, November 14, 2003 8:30 PM Subject: SAL silos automóveis de Lisboa Vi o teu Post no http://vizinhos.blogspot.com/ e decidi esclarecer algumas coisas, pois sou dos S'A arquitectos: Os silos apresentados pela Experimenta Design estiveram expostos no Terreiro do Paço desde o dia 17 de Setembro até ao dia 2 de Novembro, sendo parte integrante de uma exposição chamada VOYAGER03, sobre Criatividade Portuguesa, e que passou por Barcelona, Madrid e Paris, estando neste momento a ser requisitada por outras cidades europeias. Para esta exposição foram convidados 9 ateliers jovens, de arquitectos até 40 anos. Houve suficiente publicidade por toda Lisboa. Destas 9 propostas, houve interesse por parte da CML e da EMEL em construir três, pois eram os terrenos disponiveis na altura. Houve um desafio de adaptar estas propostas conceptuais a terrenos especificos, respeitando critérios de economia, construção, integração, mantendo uma aposta na criatividade e qualidade arquitectónica destes projectos. Ainda não há propostas concretas, por isso não foi possivel divulgar fotos dos projectos. As equipes estão neste momento a trabalhar sobre isso. A que está mais avançada é a minha e que posso enviar imagens da maquete apresentada no dia 9 de Novembro, no Centro de Congressos. Trata-se de um estacionamento automático, com capacidade para 150 vagas, inegrado com um piso de comércio e serviços. Na cobertura, está instalado um campo de jogos de serviço público, estando esta praça ligada ao Largo das Portas do Sol ampliando o Miradouro e requalificando todo este espaço público. A envolver a peça, colocamos uma "pele" vegetal, composta por plantas trepadeiras, que florescem em distintas alturas do ano, dando vida, cor e cheiro a todo o largo. Este trabalho vai permitir restruturar e criar um espaço urbano com escala de cidade, que não existe em Alfama, melhorando assim a qualidade do espaço público. Caso necessitem, ou desejem mais esclarecimentos, estou á disposição para tal, quer por telefone, quer por email. Atentamente, Carlos Sant'Ana S'A arquitectos sa-arquitectos.com carlos.pedro@sa-arquitectos.com r. Francisco Grandela, 8, 5ºesq 1500-285 Lisboa PORTUGAL +351.91.227 82 39 c. Pallars, 152, 3º 1ª 08005 Barcelona ESPAÑA +34.93.254 04 68 posted by Anónimo | 16:20 quarta-feira, novembro 12, 2003 Adivinha "Uma realidade económica associada a uma estrutura de elevada criatividade e funcionalidade com preocupações de natureza ambiental, como a utilização de energias renováveis" - Santana Lopes dixit, qual esfinge, segundo o site da CML. Que a escrita não é o forte do homem já sabíamos, mas já agora podia arranjar alguém que falasse e/ou escrevesse por ele, pelo menos de vez em quando. Eis a solução do enigma: o presidente da CML refere-se, nada mais nada menos, ao estacionamento em altura, a propósito do lançamento do projecto SAL - Silos Automóveis de Lisboa, com quatro projectos. Três foram concebidos em colaboração com a Experimenta Design (!!): atelier SA Arquitectos (Carlos Sant?Ana e Luís Pedro Silva), nas Portas do Sol, em Alfama; atelier CVDB (Cristina Veríssimo e Diogo Burnay), na Rua Damasceno Monteiro, na Graça; atelier e-Studio (João Manuel Ferrão, João Costa Ribeiro, Tiago Saraiva e Gonçalo Prudêncio), no Mercado Chão do Loureiro. O quarto é o da Calçada do Combro (atelier Appleton & Domingos Arquitectos). À parte este último, algum de vocês sabia disto (e do envolvimento da Experimenta), alguém viu os projectos?? A notícia está em http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=4016&id_categoria=11 , com data de 10-11-03. Pedro Ornelas posted by Anónimo | 12:25 terça-feira, novembro 11, 2003 Mil perdões, mas afinal a Póvoa de Santo Adrião passou para o novo concelho de Odivelas há já uns anos. Mas ainda há muito por escolher no concelho de Loures: Sacavém, Portela, Camarate, Prior Velho, Moscavide e Bobadela são apenas algumas possibilidades de fuga da nossa envelhecida e desertificada urbe, rumo a férteis e românticos serões. Banzai!!!! posted by Anónimo | 17:33 Degradação urbana aumenta natalidade O município de Loures "tem todas as potencialidades para ser um local turístico, temos sol, temos parques, temos uma óptima plataforma ribeirinha, precisamos é de aproveitar as potencialidades que temos", disse o presidente da respectiva câmara, a propósito do anúncio da construção de hotel-escola de cinco estrelas no Prior Velho, "no meio de dezenas de fábricas, empresas, casas degradadas e barracas", segundo o Público de hoje. O optimista autarca afirma ainda que Loures possui "ares bastante férteis", e sugere que se passe a trocar "os tratamentos de fertilidade por alguns passeios pelo concelho, pois por alguma razão este é o município com mais alta taxa de natalidade em Portugal". Aqui fica, portanto, a sugestão aos vizinhos que eventualmente se debatam com este problema: deixem a Baixa e vão mas é para a Póvoa de Santo Adrião. posted by Anónimo | 16:07 quarta-feira, novembro 05, 2003 Adeus Av. de Berna A minha (e de alguns outros vizinhos) ex-fac (a de Ciências Sociais e Humanas da Nova) vai mudar-se para as traseiras da Penitenciária, um dos tais buracos onde já está a Faculdade de Economia, a Reitoria da UNL e a Mesquita de Lisboa, longe de qualquer via principal e de qualquer transporte público. Não é que qualquer um de nós, creio, tenha propriamente saudades, quer da fac propriamente dita, quer dos edifícios. Mas é uma história patética com um final inglório. A FCSH foi sendo feita, desde a fundação, por volta, de 1977, em cima do quartel que lá havia. No princípio, chegámos a conviver com os soldados que ainda ocupavam alguns edifícios. Depois, fomos assistindo à demolição de partes do antigo quartel. As antigas salas de aulas de um ano para outro desapareciam, ficava um buraco que era preenchido, ou não, enfim, uma confusão, com os departamentos e salas de aulas, bares, bibliotecas, sempre a mudarem de sítio, no meio do pó e barulho das máquinas e dos operários, tudo para construir um ambicioso projecto do princípio dos anos 70 (e que diga-se de passagem, era péssimo, espero que o autor não seja um dos vizinhos) que a FCSH, em quase 30 anos, nunca teve dinheiro para concretizar (só dois dos edifícios, em 4 ou 5, foram concluídos). Agora, pelos vistos, já há dinheiro para fazer uma FCSH novinha, de raiz, supunho que obtido com a venda dos terrenos da Av. de Berna por uns bons milhões de euros, certamente para criar mais uns milhares de metros quadrados de escritórios. E é mais uma escola superior, com uns bons milhares de alunos, que "desaparece" da cidade, depois da fac de arquitectura, das escolas de teatro e cinema, do ISCSP, de não sei quantas escolas secundárias. Os alunos, pelos vistos, não estão muito chateados. Vão ficar longe da Gulbenkian, do metro, dos autocarros, da Av da República, dos cinemas, dos cafés, enfim, da cidade, mas vão ter, espera-se, muitos lugares para estacionarem os carrinhos à vontade. Agora vão ter é de andar um bocado a pé de cada vez que se quiserem manifestar contra os 20 contos por mês que a fac lhes exige para lá andarem, e que a alguns tanta faltam fazem para a gasolina e a prestação do carro. posted by Anónimo | 19:40 O crime compensa Após duas décadas de luta (leia-se extorsão dos clientes, ameaças várias, injúrias, represálias sobre os colegas que não alinham no esquema, etc), a máfia dos taxistas do aeroporto acaba de ganhar mais uma batalha: a Antral assinou um acordo com a CML a estabelecer tarfas fixas para as viagens a partir dali. Ainda não se sabe os preços, mas segundo disse o presidente da associação ao Público, deverão ser semelhantes aos preços propostos nos famigerados vouchers da Associação de Turismo de Lisboa (e, de resto, semelhantes aos valores que já eram extorquidos aos viajantes). Por exemplo, um táxi durante a noite ou fim de semana (quando a maior parte das pessoas chega, suponho) para a Baixa custará 16,76 euros, bastante mais do dobro da tarifa legal hoje praticada. Segundo o dito senhor, os novos preços justificam-se "pela necessidade de compensar a espera dos taxistas no terminal" (como se alguém os obrigasse a esperar) e e "pela qualidade e profissionalismo do serviço oferecido" (esta é de chorar a rir). Felizmente a maior parte dos taxistas não são facínoras, e eu, na minha qualidade de taxicodependente, tenho sondado alguns deles sobre esta questão. Pode ser coincidência, mas em 10 taxistas, aproximadamente, todos se mostraram em desacordo com esta medida, referiram-se aos colegas do aeroporto como uma verdadeira máfia, afirmaram nunca ir à dita praça com medo das represálias da dita e acusaram o presidente da Antral de estar a fazer um acordo que sabe que divide a classe. posted by Anónimo | 18:16 terça-feira, novembro 04, 2003 Como não tenho carta sequer, passo, mas acho que tem de haver soluções para quem morar no centro e quiser ter um carro (mas 1 só mesmo, ok?). Voltando às cidades acabadas e aos buracos das ditas, é espantoso como pode haver tanta especulação imobiliária e desplaneamento numa cidade em que quase todo o solo disponível está há décadas municipalizado. É imperdoável. Agora, povoações a morrerem em Portugal, tem havido, mas desde Conímbriga que nenhuma cidade morreu, que eu saiba. Depois disso houve Juromenha, Noudar e, já por outras razões, Vilarinho das Furnas e a Luz. Quando muito Lisboa pode ficar num limbo tipo Monsaraz gigante, no dia em que todos os escritórios mudarem para os concelhos da periferia. Ainda a Docapesca: ainda me custa a crer que possa ter acabado assim de repente, ainda por cima apenas para melhorar as hipóteses de candidatura a um evento que nem há garantias de se vir a realizar cá. E eu nem tenho nada contra a vela, antes pelo contrário, que mil marinas nenufeiem neste estuário. Mas assim, com tanta pressa, esta história cheira a esturro, e bastante. O caso do nó rodoferroviário de Alcântara, juntamente com a história da Docapesca, é um exemplo da falta de estratégia, para não dizer caos ou outra coisa ainda pior, na gestão da cidade. Acaba-se com o maior porto de pesca do país para transformá-lo em marina, pouco depois de se ter feito, mesmo ao pé, um terminal de contentores (na Gare Marítima de Alcântara) junto a uma zona portuária que tinha acabado de ser reconvertida para lazer, e planeia-se uma ligação rodoferroviária para fazer os ditos contentores atravessarem a cidade em comboios e, quem sabe, camiões tir. Ou seja, vamos ter marinas de Pedrouços a Alcântara, a seguir um porto de contentores com comboios de mercadorias e camiões (depois de décadas de hesitação na ligação entre as linhas de Cascais e Sintra, que não devia ficar muito mais cara), a seguir uma marina onde os pescadores também podem em último caso abrigar-se em caso de tempestade, e a seguir ainda não se sabe. Espero ao menos que algum dia voltem a lá pôr o Cais das Colunas. posted by Anónimo | 23:48 segunda-feira, novembro 03, 2003 Peço desculpa por interromper a vossa conversa tão interessante mas gostaria de colocar uma questão e ver se há ajuda ou possibilidade de acção conjunta. É o seguinte: sou moradora no Bairro Alto, na zona de acesso restrito. Tenho apanhado uma série de multas e por vezes bloqueamentos do meu carro, mais ou menos um/dois por mês. De há uns tempos para cá comecei a não pagar e a contestar os autos. A primeria vez que fiz isso foi em finais de Setembro. Ainda não tive resposta a esses dois autos. Acabei de fazer contestação a mais um. Gostaria de saber: há mais alguém a contestar estes autos baseado no deficit de lugares de parqueamento para moradores, mesmo tratando-se da tal viatura por residência? Há mais alguém a denunciar que estas punições, sem qualquer alternativa, constituem uma forma de extorsão da CML (uma vez que as multas vão diretinhas para o seu Tesoureiro), instrumentalizando a Polícia Municipal e, na prática, expulsando os moradores com carro da Baixa? Há alguém que tenha tido resposta à contestação de multas com esta base? Há alguém que tenha tido alguma resposta da CML, Governo Civil, Polícia Municipal, PSP, Ministério da Administração Interna, a estes abusos? Obrigada posted by Anabela Rocha | 14:48 domingo, novembro 02, 2003 É engraçado, porque uma das coisas que sempre angustiou foi sobrevoar Lisboa e verificar o contraste, perfeitamente visível lá de cima, entre a cidade "acabada" (eu diria consolidada), uma espécie de semi-círculo que acaba mais ou menos para os lados do Campo Grande, e o resto, os "buracos" pontuados por blocos de prédios e fábricas abandonadas. O que a Expo fez foi tapar (precisamente em 1998) um desses buracos de uma maneira que podia ser melhor, falta-lhe humanidade, mas ainda bem que fizeram. Agora, quando o Momus diz "They finished Lisbon, got it right back in the 19th century and then it was just a question of cleaning up the stone and pedestrianising the shopping areas. Voila! Bring on the tourists!" chateia-me um bocadinho. Não quero viver numa cidade onde a única coisa que se passa são os turistas a andar de eléctrico. E mesmo assim, além dos buracões grandes lá para o norte da cidade, há uma data de buracos mais pequenos para tapar como a zona do aterro entre o Cais do Sodré e a D. Carlos I, que bem podia trazer algum fresquinho à Lisboa ribeirinha. A ideia de cidade acabada deixa-me agora um pouco triste. Bem podiam demolir uns prediozitos antigos e pôr outros novos ou fazer mais uns jardins. Agora não tem nada a ver, mas o fim anunciado da Docapesca representa mais uma machadada na cidade marítima, e bem brutal. Os pescadores artesanais que se desenrasquem lá para a Trafaria e Fonte da Telha, e em último caso, diz a capitania, e se estiver muito mau tempo fazem-lhes o favor de os deixar ir para a Doca do Espanhol, ali entre Alcântara e a Rocha Conde de Óbidos, e que é agora uma marina. Está-se mesmo a ver. Mais irresponsabilidade e aventureismo é difícil. E até a mim, que não me considero saudosista, me deu hoje uma ponta de nostalgia ao passar nas lojas de aprestos marítimos da zona de São Paulo, e no Cais do Sodré (o antepassado da Docapesca, e que o Almada retratou num dos painéis duma das gares marítimas), onde, depois de demolirem a antiga praça do peixe, fizeram o mesmo ao antigo pontão daquela docazita que ali havia, e aquela esplanada (decadente, ok, mas linda) junto aos cacilheiros deve ter os dias contados. Está bem que tudo aquilo não passa de um fantasma, e não digo que patrimonializassem, o que seria pior ainda, mas... chuif. posted by Anónimo | 23:14 |
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||