| VIZINHOS MOVIMENTO DE VIZINHOS DO CENTRO DE LISBOA |
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quinta-feira, outubro 30, 2003 Creio que a questão mencionada aplica-se não só à Baixa como a outras zonas da cidade, e em especial às Avenidas Novas, que passou nas últimas décadas de zona residencial aprazível para principal centro do terciário em Lisboa à custa da mudança de uso das residências para escritórios. Tanto quanto julgo saber, essa mudança é pura e simplesmente ilegal e tem prosseguido à custa da conivência da CML. Portanto, é muito simples «controlar a expansão dos equipamentos terciários para fogos de utilização residencial»: basta fazer cumprir a lei. No caso específico da Baixa, julgo também que existe uma disposição camarária que obriga os senhorios a alugar os andares superiores para uso residencial. A propósito, uma pequena notícia há dias no Público falava de um estudo feito por uma empresa de consultoria que afirmava existir um enorme excesso de oferta de escritórios no centro de Lisboa, o qual estaria a comprometer a concretização de emprendimentos para uso terciário noutras zonas mais periféricas. Acontece que esta pescadinha de rabo na boca que é a desertificação do centro - concentração de emprego em Lisboa - expansão acelerada dos subúrbios - excesso de carros na cidade - degradação da qualidade de vida no centro - etc. só se resolve, segundo alguns urbanistas, com a autonomização dos centros urbanos na periferia da cidade (Oeiras, Sintra, Margem Sul, etc.), ou seja, se aí houver empregos que tornem possível lá viver e trabalhar. Isso até está a acontecer, ao que parece, só que pela pura lógica do mercado (é mais barato ter um escritório em Ranholas que na Baixa) e sem qualquer planeamento, com os resultados de pesadelo que já se podem ir vendo. Resumindo, parece-me que sem entidades como uma Área Metropolitana de Lisboa com poderes efectivos e uma Autoridade Metropolitana de Transportes idem aspas nada feito. Mas entretanto podemos e devemos fazer barulho. posted by Anónimo | 18:19 domingo, outubro 19, 2003 Não sei se percebi bem uma notícia do Público de sábado (capa do Local): diz que as saídas do túnel no sentido descendente são no Marquês e na Rua Castilho. Quer dizer que já não sai na Fontes Pereira de Melo? Que já não passa por baixo do Marquês? Alguém sabe alguma coisa sobre isto? helena soares posted by como funciona | 17:48 sexta-feira, outubro 17, 2003 Ora bem, ou melhor, mal, Alex. Somos todos contra o alcatroamento de ruas, não somos? Tem imensas desvantagens - reflectem muito mais o calor, o que se nota imenso no Verão, provocam inundações porque a água não se pode infiltrar, os carros passam a andar muito mais depressa... E então em ruas como essa, com passeios estreitos, os peões passam a estar em perigo constante. Voltando ao meu tema favorito, o eléctrico 28 (podem chamar-me maluquinho do 28 que não me importo): ainda há dias assisti a uma daquelas situações absurdas, em São Tomé, com 6 eléctricos parados porque alguém se tinha esquecido do carro em cima da linha. Em conversa com o polícia que (por acaso) lá estava, confirmei o que temia, ou seja, obstruir o trânsito, impedir a passagem de transportes públicos, prejudicar centenas ou milhares de pessoas, causar prejuízos incalculáveis a médio prazo (o encerramento da linha) contina a custar ao energúmeno a módica quantia de 30 euros, o mesmo que deixar o carro mal estacionado mas sem prejudicar ninguém. É inconcebível, acho eu, e resolvia-se com uma simples alteração do Código da Estrada que punisse isto com uma multa pelo menos 5 vezes maior. Ou então com uma coima municipal, pode ser que seja posssível. Podíamos propor isto à CML, que acham? E aí as pessoas passavam a ter mais civismo, como nos outros países em que ou se portam bem ou a brincadeira sai-lhes muito caro. É que, por este andar, acontece o que é costume em Portugal com os transportes públicos - têm poucos utentes porque funcionam mal, e como têm poucos utentes as companhias extinguem-nos e sempre poupam uns euricos. E o 28, desculpem a insistência, é o único transporte público em todo o eixo Graça-São Bento-Estrela-Campo de Ourique, e além do mais é essencial porque liga, por exemplo, os pólos urbanos da Graça e Campo de Ourique às zonas mais periféricas. Imaginem, por exemplo, alguém com dificuldades de locomoção que mora em Alfama ou em São Bento e precisa de ir ao Chiado, a Campo de Ourique ou à Graça tratar de algum assunto. Bute fazer isso? posted by Anónimo | 13:05 terça-feira, outubro 07, 2003 Olá vizinhos. Aqui vão 2 comentários: 1- quanto à questão do estacionamento, penso que devíamos estudar o assunto de modo a ter uma posição que não seja simplesmente 'nem mais 1 parque de estacionamento para Lisboa'. Será possível 1 cidade em que nem os próprios moradores têm espaço para estacionar? Penso que não, e de certeza que muitas outras cidades europeias se debate(ra)m com o mesmo problema. Tenho a ideia de que em Bruxelas, p. ex., fomentou-se a construção de muitos pequenos parques de estacionamento nos próprios edifícios da zona histórica da cidade - será 1 hipótese? Isto, claro, para além de toda a bicudíssima questão do desplaneamento urbanístico e de transportes da AML e de como remendar a coisa agora. 2- a invasão do espaço público pela publicidade tem sido de facto completamente desregrada e abusiva aqui em lx, com mupis a invadirem passeios, tapando sinais de trânsito, passadeiras, etc. Só faltava mesmo a própria CML (ou melhor, o seu presidente) usar destes meios para a sua autopromoção e com os nossos euricos. Talvez pudéssemos tomar 1 posição não só contra o que o Santana está a fazer, mas também pondo em causa, de um modo geral, o modo como a pub tem invadido o espaço público, que acham? posted by Anónimo | 18:00 |
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