VIZINHOS
MOVIMENTO DE VIZINHOS DO CENTRO DE LISBOA


segunda-feira, julho 28, 2003  

Olá a todos, finalmente posso assediá-los! Só duas ou três coisas: uma delas é que sei, pela minha experiência anterior, que as chamadas autoridades, ou melhor, algumas pessoas com responsabilidade na gestão da cidade, anseiam por grupos ou movimentos de cidadãos que se interessem pelas questões da vida urbana e pela sua própria qualidade de vida. E de facto não é difícil imaginar o que será tomar medidas em campos a que a opinião pública ou publicada é indiferente ou, pior ainda, avessa a quaisquer mudanças, e em que não há ninguém a reclamar. Temos a Quercus para os passarinhos, a Associação dos Utentes da Ponte 25 de Abril para os automobilistas suburbanos da outra banda, e por aí fora. E a nós, que gostamos de viver em Lisboa, quem nos defende? Longa vida aos vizinhos, portanto. A outra coisa é que hoje em dia o que não é mediático não existe, e portanto se queremos ver alguns resultados é melhor habituar-nos à ideia de que é preciso colaborar com os media, o que é mais fácil do que parece - basta criar "acontecimentos" que sejam de algum interesse para ambas as partes. Mais uma terceira coisa, já agora: que tal tentar criar uma plataforma de entendimento entre nós, meia de dúzia de coisas de que nenhum de nós goste (já que, por exemplo, quanto à questão do ruído nocturno no Bairro Alto duvido que seja possível um consenso, bem como em relação às intervenções arquitectónicas e urbanísticas nos bairros históricos)? Já temos uma (os altifalantes). Proponho os pombos, os obstáculos à circulação pedonal (sinais de trânsito, mupis, etc) e o eléctrico 28, que, se ninguém fizer nada, vai desaparecer em breve - a Carris está fartinha dele e já ameaçou várias vezes transformá-lo em carreira turística, perante a indiferença generalizada. Certamente que só estão à espera de luz verde da CML. Para mim será um desgosto horrível, e não por razões sentimentais - até acho que podiam modernizá-lo e tudo.

posted by Anónimo | 20:21


sexta-feira, julho 25, 2003  

Há que preservar a cidade e em particular os seus bairros historicos dos empreiteiros sem escrúpulos, bem como desse perigo maior chamado populismo. Para isso, os vizinhos podem e devem cooperar na gestão democrática do que é seu. A democracia representativa está muito doente, e pode piorar! Daí a importância crescente da sociedade civil e sobretudo dos vizinhos na reformulação das regras de exercício do poder. O importante, neste caso, é evitar quaisquer blogs de esquerda, de direita ou do centro. Precisamos de uma República Electrónica. O "web log" pode muito bem ser uma nova e poderosa ágora para debater ideias e moderar o caos e a bimbalhada que actualmente assola os interstícios de uma classe dominante (claro, repartida por Partidos) apavorada com a perspectiva do fim das sucessivas mesadas que alimentaram a sua preguiça e a sua confrangedora incultura (vd. Big Brother dos famosos, etc.). Terminem lá com a chinfrineira ambiental no B. Alto.

posted by António Maria | 01:41


segunda-feira, julho 21, 2003  

AQUI ESTÁ O ABAIXO-ASSINADO ON-LINE CONTRA OS ALTIFALANTES INSTALADOS NA BAIXA E NO CHIADO!

clicar no link aqui ao lado ou copy/paste do que está aqui em baixo:

http://www.petitiononline.com/vizis01/petition.html

posted by Manuel | 17:41


sábado, julho 19, 2003  

olá.
o que me parece em relação a esta história do estacionamento é que os vários anos de trabalho da câmara de facto produziram efeito e que há muitíssimo menos carros em cima dos passeios. porque não fazemos um levantamento das ruas que conhecemos onde isso ainda é um problema grave e colamos coisas nas paredes a apelar aos automobilistas para não estacionarem, ou mesmo a fazê-los sentirem-se incomodados por o fazerem?
Por outro lado, acho que há coisas que a câmara não faz e são muito importantes: as passadeiras não são repintadas e desaparecem. Também há passadeiras que se vêem mas para as quais os automobilistas se estão nas tintas, caso da Duque de Loulé, travessia ideal para um suicida que queira ter garantia de 100% de sucesso. Nestes casos devia haver bandas sonoras, para os carros não poderem vir a açapar.
há ainda as passadeiras relâmpago, próprias para atletas de alta competição. A duração do sinal verde para peões é de 5 segundos; nem dá para chegar a meio da rua - caso do Rato/Alexandre Herculano e de toda a avenida da Liberdade. Aqui, nitidamente os semáforos estão feitos para servir a circulação automóvel e não a de pessoas.
Também há paragens e mupis assassinos, postos em esquinas de rua, que impedem que do carro se veja as pessoas que vão atravessar quando se vira a esquina (acho tb bastante bizarro que o sinal verde abra simultaneamente para peões e automóveis em curvas de 90 graus - quando damos os primeiros passos na passadeira, temos os carros em cima de nós, a avançar alegremente porque está verde para eles... já ouvi estrangeiros comentar isto, por isso suponho que não seja assim nos países deles.)
Também há as passagens superiores que obrigam as pessoas (as que podem) a subir e descer escadas e passarem por cima para não atrapalharem o trânsito, que, esse sim, pode passar na rua.
E há muito mais coisas. Por que não escolhemos coisas destas e fazemos uma campanha integrada sobre a circulação de pessoas na cidade, com frases escolhidas para cada caso?
Há uma rua em que acho que era muito importante intervirmos que é a rua de S. José, onde fica a ACAPO. Tem dezenas de cegos a passar diariamente, além de todos os moradores, e é um autêntico mine-sweeper. Há de tudo: passeios tão estreitos que não podem ser usados, buracos enormes no passeio e berma, carros no passeio, trânsito intenso de pessoas e carros e toda a espécie de mobiliário urbano a atravancar o pouco passeio que tem. É confrangedor ver os desgraçados dos cegos tentarem andar ali. A sério, que mais de uma vez me interroguei como é que não desatam a partir tudo. A mim é a vontade que me dá.

posted by como funciona | 23:15


quinta-feira, julho 17, 2003  

Olá. Que felicidade, finalmente consegui entrar!

Acho que a acção das multas de estacionamento merecia mais debate. Os carros na cidade são um problema com muitas pontas e penso que não devíamos cair na tentação de arranjar um bode expiatório: neste caso, “aqueles camelos que deixam o carro onde lhes dá na bolha”. Não é assim, e acho que devíamos ter isso em conta. Há muitas culpas para distribuir por diferentes pessoas e entidades.
Por isso, acho que a estratégia dos vizinhos face aos carros mal estacionados – em infracção da lei, a bem dizer - devia ser diferente: uma estratégia de interrogação dos hábitos, de questionação. Acho que dizer de uma forma politicamente correcta “você é um filho da mãe” não é a solução. Também acho que transformar as pessoas em vítimas politicamente correctas, “deficientes motores, pessoas com deficiências temporárias”, não é a solução. As pessoas não conseguem andar em lisboa, ponto final. Temos que mudar isto, ponto final. A Câmara é a entidade com mais responsabilidades nisso, ponto final, também.
Há uma série de questões a levantar em relação à utilização pedonal (eu diria normal) das ruas. Não são só os carros, também há caixotes do lixo, mupis e paragens que impedem a passagem, vidrões, papelões, bombas de incêndio, caixas de electricidade, obras sem fim e sem alternativa que não seja o meio da rua, falta de espaços públicos de convivialidade, etc
Tudo isto também para dizer que penso que devíamos enveredar por uma mensagem o menos discursiva possível, para evitar os enredos e preconceitos da língua – uma mensagem mais visual e que suscite a interrogação e reflexão, e não a recusa. Devíamos, quanto a mim, fazer os “camelos” blindados sobre quatro rodas pensarem também connosco – e não contra nós – numa cidade com mais responsabilização. E mais aprazível…
Tenho algumas ideias para essa mensagem mais visual, mas fico à espera de opiniões dos vizinhos.

posted by como funciona | 02:41
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